domingo, 6 de dezembro de 2009

O Lago

O lago me chama, a exatidão profunda das aguas castanhas e das folhas mortas. Hoje, minhas mãos tremem quase tirando meu dom de escrever. Ele me amará o bastante para me deixar morrer? Sou como a mulher que escreve versos presa na casa, mas estou aprisionada em meu proprio corpo. Talvez somente a agua inundando todo meu ser me liberte de mim mesma. Nunca mais poderei respirar dentro do lago.

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