domingo, 8 de novembro de 2009
São só as horas que me matam, ou se não os dias. Não há saída para essa pena, ainda assim é essa fuga que anseio, que desesperadamente anseio. A vida rodando na TV ou nos mais clichês filmes hollywoodianos, onde tudo se encaixa, onde os medos e as existencias são todos puros e compreensiveis, é o que desejo, um mundo plano! Sem abismos! Mas alguem, infeliz desse alguem, infeliz desse algo, ordenou que tudo tivesse a forma de esfera, que tudo estivesse na terceira e maldita dimensão. A Terra é esferica, a Terra é redonda! Redonda! Os planetas, o universo e assim o tempo, e assim meu rosto, meu corpo, minha dor, meus olhos, meu toque e minha repiração. E onde encontro a face que não vejo? A outra face de tudo, a face esclarecedora e sã. E quem me garante que ela existe? Que ela confortadora, existe.
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